Dia desses eu fui fazer um exame estadual feito para estudantes do Ensino Médio, que ajudava na nossa entrada pra uma universidade daqui, do meu estado. Era uma espécie de vestibular dividido em 1º, 2º e 3º ano. Isso eu vinha me preparando o ano inteiro pra chegar craque em todas as matérias, e me sentia confiante até. Minhas notas nunca foram lá em cima, sempre fui uma aluna mediana, minhas notas eram boas, coisa e tal.
Um dia antes eu estava tranquilíssima, até chegar na manhã seguinte. Acordei nervosa, minha mãe preparou um saquinho com barrinha de cereal, água, bombom, chocolate e esses vícios de gordinha. Eu tava tão nervosa que escrevi meu nome errado! hahahaha!
Acho que fiz duas orações antes de começar minha prova, uma pra o Senhor e outra pra Virgem Maria. E se brincar, acho que rezei mais outra pra Maria. Abri a prova e tudo parecia me confundir. Duas alternativas a escolher, assuntos a lembrar, contas a fazer (e exatas nunca foi o meu forte). Acabou que minha prova foi um completo DESASTRE!!! E eu confirmei meu desastre quando fui olhar o gabarito no site da universidade. Daí, eu comecei a chorar e minha mãe tentava me acalmar dizendo que ainda tinha o segundo dia de prova, coisa e tal. Mas parece que quanto mais falam esse tipo de coisa, mais eu fico deprimida. Chorei litros e orei uns trinta minutos pedindo forças, atenção e paciência no outro dia de prova.
Chega o outro dia. Só matérias que eu sou nerd e sei muito bem o assunto. É lógico que eu me garantia. Entrei confiante na sala de prova, fiz uma oração de dez minutos e pedi à Maria que me concedesse atenção e sairia vitoriosa. Não fiz uma prova ruim, mas também não foi boa. Cheguei em casa, fui conferir, minha expressão de ânsia (boa) se transformou em olhinhos tristes e molhados. Pronto. Abri o berreiro. Passei o dia meio deprê, até porque tudo que eu mais visava na vida era o meu futuro profissional, vencer pra mim era aquilo. Eu meio que não entendia o porquê de eu ter feito duas provas péssimas se eu me esforçava tanto pra adiantar minha entrada na faculdade. E mesmo chorando, angustiada, eu rezei. Rezei porque eu lembrei da história de Jó, na Bíblia, que pregava que tudo de ruim que acontecesse pra você, era pra nunca deixar de agradecê-lo e crer n'Ele. Jó teve seus bois cheios de doenças, filhos mortos, ficou com graves doenças e a pele ulcerada. E mesmo assim, ele teve fé. Teve tanta fé, que Deus retribuiu tudo que era bom em dobro. Pois sim, eu acredito na minha vitória.
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